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Usando o caso do “Primo Rico” para autopromoção

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p style=”text-align: left;”>No dia que surgiram as notícias sobre o caso da dívida do imóvel do Thiago Nigro, conhecido como “Primo Rico”, resolvi compartilhar o que vejo acontecendo fazendo um vídeo no IGTV do @Anti.Fragil . Já deixo claro: Eu não conheço, não tenho nenhuma relação de negócios ou amizade com o Thiago Nigro. Também não acompanho o seu canal de finanças, por ser um perfil mais básico (nada contra, acho ótimo), diferente das questões com as quais trabalho atualmente. A questão aqui é que estou vendo muita gente criticá-lo e difamá-lo pelo episódio da dívida do imóvel, mas no fundo, estão aproveitando do momento para se autopromover e aparecer na mídia, promovendo uma disputa sem fim de egos. Essa falácia gera ciúme e inveja de outras pessoas também, muita gente que trabalha com conteúdo aponta que Thiago ficou rico trabalhando em conteúdo, e etc. O meu ramo não é especificamente conteúdo, faço aquele trabalho no @Anti.Fragil por outros motivos.
As pessoas questionam o porquê de o “Primo Rico” mencionar no seu curso de finanças pessoais questões sobre não ter dívidas, se ele mesmo tem uma enorme dívida. Recentemente, o imóvel foi a leilão por conta de dívidas. A pessoa que afirma isso não sabe como funciona o mundo de negócios de verdade. Obviamente, para uma pessoa que esteja iniciando a sua carreira profissional e pretende construir o seu patrimônio, é melhor evitar dívidas ao máximo. Afinal, nessa fase não conseguimos ter controle nem sobre a própria renda, imagine para pagar as dívidas. Enxergando por esse lado, talvez para esse tipo de perfil que é o público do “Primo Rico” (mais iniciante e que não conhece o mundo dos negócios de verdade ainda), possivelmente ele tem que falar isso mesmo, pode ser que no começo da trajetória dele esse era o foco.
No âmbito dos negócios, nada disso interfere nos seus méritos e não impede que ele não possa também ter aprendido com os seus próprios erros. Nesse momento, a maioria das pessoas está tentando se autopromover em cima de outras pessoas. É um fato isolado que aconteceu e tentam criar uma narrativa inteira por trás da história de determinada pessoa, extrapolando para a vida inteira dela. Seja bom para os seus resultados, não porque você é melhor que a outra pessoa, porque isso cansa. Criar polêmica o tempo inteiro, denigre a imagem da outra pessoa/empresa e ensina coisas erradas.

Mas como assim, Ibrahim, é bom fazer dívidas?

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p style=”text-align: left;”>Para quem está em outra fase da vida e de negócios (mais avançada), às vezes faz sentido sim fazer alguma dívida. Existem “dívidas inteligentes”, em que você busca um retorno sob o capital maior. Existe algo que se chama “custo do capital”, em que sabemos muito bem que o “custo do capital próprio” é muitas vezes maior que o de uma dívida bem feita. Dependendo da situação, faz sentido sim ter dívida. Só que isso é para quem é “peixe maior”, quem tem controle financeiro, quem sabe mexer com isso, ou seja, para quem está em outro patamar (o que talvez seja o caso do Thiago Nigro agora). O caso especificamente é sobre uma dívida de um imóvel. Apenas chamo a atenção para isso aqui, pois alguém criticar o “Primo Rico” por se endividar não é um argumento justo. São fases da vida diferentes, você não pode comparar essa situação.
As maiores empresas do Brasil, por exemplo, têm algumas dívidas, mas do ponto de vista do mundo dos negócios são absolutamente saudáveis. Quando falamos de empresas com capital aberto na Bolsa de Valores então, são praticamente todas. Os maiores milionários do Brasil cresceram fazendo dívidas de maneira inteligente. São perfis completamente diferentes, não estou falando para você fazer isso, que fique bem claro, se você está começando, mesmo porque, a chance de você se afundar é enorme.
Enfim, essa “estratégia” de autopromoção denegrindo outra pessoa está cansada. Isso nem é uma estratégia, é simplesmente uma tática fajuta e barata para gerar aumento de audiência em redes sociais (via algoritmo em discussões polêmicas). O caso da Bettina também, no fundo, acabou gerando um efeito contrário, a Empiricus pagou uma dívida “singular” perto do efeito de mídia que teve. O retorno foi muito maior do que a dívida que eles pagaram, ou seja, foi um investimento apropriado da multa do caso Bettina e tomara que seja também para o Thiago Nigro. O que está acontecendo nas redes sociais, somado aos comentários desnecessários, está chato.
Não é necessariamente uma dívida dele propriamente dita, foi de outra pessoa e que aconteceu no passado. Essas coisas acontecem com todo mundo. Aprendemos mais com os nossos erros. Tudo pode ser, pode ter sido, inclusive, estratégico. Aja inteligentemente e promova dívidas que te darão no futuro bons resultados.

Forte abraço.

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