Retorno dos FIIs de “papel” com menos risco tem superado ganhos dos fundos mais arriscados, aponta estudo

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No primeiro semestre, os FIIs High Grade tiveram retorno de 4,89%, contra um percentual de 2,40% dos High Yield

 

A estratégia de investimento mais agressiva – que assume maior risco em busca de retornos elevados – não tem tido muito êxito em relação aos fundos imobiliários de “papel”, que investem em títulos de renda fixa atrelados a índices de inflação ou à taxa do CDI (certificado de depósito interbancário).

Estudo da Mauá Capital, gestora com 3,6 bilhões sob gestão, aponta que os FIIs High Grade – que investem em títulos de menor risco – acumulam ganhos acima dos FII High Yield – que investem em títulos de maior risco – nos últimos dois semestres.https://www.youtube.com/watch?v=y4f0I0bo2lQ

Nos primeiros seis meses de 2022, aponta o levantamento, os fundos High Grade tiveram rentabilidade acumulada de 4,89%, contra um percentual de 2,40% das carteiras High Yield. No período, o rendimento do CDI foi de 4,05%, sem a incidência de Imposto de Renda.

Os números tomam como base a variação da cota e a distribuição de dividendos de fundos que fazem parte do Ifix – índice dos FIIs mais negociados na Bolsa.

Ainda de acordo com levantamento da Mauá, os FIIs High Grade registraram ganhos de 6,49% no segundo semestre de 2021, enquanto os High Yield acumularam 4,60% e o CDI, 2,32%.

“Os últimos dois semestres foram marcados por uma maior aversão a risco de forma geral, tanto do ponto de vista local quanto global”, diz Brunno Bagnariolli, sócio e CIO da Mauá Capital. “Nesses momentos, é provável que o investidor também tenha preferido concentrar a sua alocação em FIIs com portfólios mais conservadores”, afirma.

Blindados da elevação da inflação e dos juros, tanto os FIIs High Grade como os High Yield ostentam retornos acima dos fundos de “tijolo”, que investem diretamente em imóveis.

No primeiro semestre de 2022, os fundos de escritório acumularam perdas de 7,45%, os de logística tiveram baixas de 2,44% e os de shopping registram leve queda de 0,15%, aponta o estudo da Mauá Capital. A metodologia completa do estudo está disponível no setor de relações com investidores (RI) da gestora.

 

Por InfoMoney

 

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