Quase metade dos pedidos de crédito em maio é para empreender

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Segundo levantamento, 45,6% das pessoas que solicitaram dinheiro por empréstimo investiram no próprio negócio

 

A segunda maior motivação continua sendo o pagamento de dívidas
MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL – 16.09.2021

 

As motivações para pedir dinheiro emprestado mudaram no mês de maio. Isso porque a principal delas, agora, é o investimento no próprio negócio.

A pesquisa realizada pela Provu, empresa especializada em crédito pessoal, mostrou que 45,6% dos pedidos de crédito no Brasil, em maio, foram realizados por pessoas interessadas em melhorar ou começar o próprio empreendimento.

Marcelo Ramalho, CEO da empresa, enxerga com otimismo o cenário, já que para ele isso significa que muitos brasileiros estão buscando novas oportunidades no mercado por meio do empreendedorismo.

Além disso, existe o efeito do pós-pandemia, que fez muita gente deixar a busca pelo trabalho com carteira assinada e abrir empresa para obter renda com o próprio negócio. Ramalho explica que, como a taxa de juros aumentou para as pessoas jurídicas, muita gente acaba por buscar crédito para pessoa física, e os motivos são diversos.

Do ponto de vista da série histórica, o executivo da empresa conta que a motivação varia de acordo com o contexto econômico e social. “A distribuição dos motivos do empréstimo varia ao longo do tempo. Na pandemia aumentou muito o empréstimo para reformas em casa, porque as pessoas queriam melhorar o espaço em que passavam a maior parte do dia. O fato mais novo é a troca de dívida, e estamos vendo pela primeira vez o investimento no negócio próprio como o maior interesse. ”

Entre os estados que mais solicitaram crédito com esse objetivo estão Ceará, com 58% dos pedidos, seguido de Pernambuco, com 56,4%, e Bahia, com 55,9%. Por outro lado, os moradores de São Paulo (39,7%), Paraná (40,6%) e Minas Gerais (44%) foram o que menos pediram dinheiro para esse fim.

A segunda maior motivação continua sendo o pagamento de dívidas que, apesar da queda, foi de 29% neste mês, contra 33% em maio de 2021.

Por fim, Marcelo Ramalho explica que prever o futuro é complicado, porque depende do contexto macroeconômico, mas a tendência do aumento do empreendedorismo deve se manter no curto prazo.

 

Por Vinicius Primazzi*, do R7

 

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