Desemprego: Pedidos de auxílio nos EUA caem 6 mil, para 222 mil

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O volume total de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos sofreu queda de 6 mil na semana que se encerrou no dia 3 de setembro, a 222 mil.

Os dados do desemprego nos EUA com ajustes sazonais foram publicados nesta quinta-feira (8), pelo Departamento do Trabalho americano.

O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 232 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior foi revisado para baixo, de 235 mil para 228 mil.

Já o número de pedidos continuados teve aumento de 36 mil na semana encerrada em 27 de agosto, a 1,473 milhão. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.

 

Desemprego subiu 3,7% em agosto, aponta Payroll

A economia do país criou 315 mil empregos em agosto, em termos líquidos, segundo dados do Payroll publicados na última sexta (2) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Com esse número, a taxa de desemprego dos EUA avançou para 3,7% em agosto, ante 3,5% em julho, contrariando expectativa de que não mudaria de um mês para o outro.

O Departamento do Trabalho revisou para baixo os números de criação de postos de trabalho de julho, de 528 mil para 526 mil, e também de junho, de 398 mil para 293 mil.

Em agosto, o salário médio por hora teve alta de 0,31% em relação a julho, ou US$ 0,10, a US$ 32,36, vindo abaixo da previsão de alta de 0,40%. Na comparação anual, houve acréscimo salarial de 5,20% no último mês, também abaixo da projeção de 5,30%.

O salário médio por hora teve alta de 0,31%, abaixo da previsão de alta de 0,40%.

Carlos Vaz, CEO e fundador da Conti Capital comenta que os empregadores dos EUA adicionaram 315 mil empregos em agosto, “uma expansão muito forte”.

“Isso pode dar ao Fed [Federal Reserve] alguma margem de manobra para diminuir o ritmo de elevação das taxas de juros, embora tenha declarado, abertamente, sua intenção de esfriar o mercado de trabalho a fim de reduzir a inflação”, analisa.

“No entanto, ainda estou prevendo – conservadoramente – outro aumento de 75 pontos-base na reunião de setembro, além de mais algum de 50 bps e outros dois de 25 bps até o final do ano. O fato é que, independentemente do que o Fed escolher fazer, não há dúvida de que o mercado de trabalho dos EUA permanece incrivelmente forte”, segue.

Fabio Fares, especialista em análise macro da Quantzed, casa de análise e empresa de tecnologia e educação financeira para investidores, comenta que “o lado bom que o mercado gostou e está fazendo bem para as bolsas, inclusive para o dólar, que está perdendo força frente ao real”.

“É que os ganhos com as horas trabalhadas vieram abaixo do esperado: 0,3% contra 0,4%, menos dinheiro na mão do trabalhador. E o desemprego subiu 0,2%. O esperado era 3,5% e veio 3,7% o que mostra que, apesar do mercado de trabalho apertado, temos sinais de que a inflação está arrefecendo um pouco, o que ajuda o Fed. Isso trouxe um ânimo para o mercado, que vai virar os olhos para o dia 13, em que temos os dados do CPI, o número de inflação”, completa.

 

Por Suno

 

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