Califórnia vai proibir venda de carros novos a gasolina

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Regra exigirá que todos os carros novos vendidos na Califórnia até 2035 estejam livres de emissões de combustíveis fósseis

 

Medida deve acelerar a adoção de veículos elétricos nos Estados Unidos porque outros estados americanos seguem os padrões da Califórnia na emissão de poluentes (Foto: Pexels)

 

A partir desta quinta-feira (25), a Califórnia deve começar a implantar seu plano de proibir a venda de carros novos movidos a gasolina, segundo artigo do The New York Times. A regra, emitida pelo Conselho de Recursos Aéreos, exigirá que todos os novos veículos vendidos no Estado até 2035 estejam livres das emissões de combustíveis fósseis.

As restrições são importantes porque a Califórnia não é apenas o maior mercado automotivo dos Estados Unidos, mas também porque mais de uma dúzia de outros estados seguem o exemplo da Califórnia ao definir seus padrões de emissões.

Pelo menos outros 12 estados poderiam adotar a nova regra de veículos de emissão zero da Califórnia em breve. Outros cinco estados devem adotá-la em cerca de um ano, informa o NYT. Se esses estados seguirem adiante, as restrições às vendas de veículos a gasolina se aplicariam a cerca de um terço do mercado automobilístico dos Estados Unidos.

“Isso é enorme”, disse Margo Oge, especialista em veículos elétricos que chefiou o programa de emissões de transporte da Agência de Proteção Ambiental dos presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama. “A Califórnia agora será o único governo do mundo que exige veículos com emissão zero”, afirma.

 

Desafio para as montadoras

John Bozzella, presidente da Aliança para Inovação Automotiva, que representa grandes montadoras americanas e estrangeiras, disse que os novos mandatos de venda de veículos elétricos da Califórnia seriam “extremamente desafiadores” de cumprir.

“Se esses requisitos são ou não realistas ou alcançáveis, isso está diretamente ligado a fatores externos, como inflação, infraestrutura de recarga e combustível, cadeias de suprimentos, mão de obra, disponibilidade e preços críticos de minerais e a escassez contínua de semicondutores” disse Bozzella por e-mail.

 

Lei climática federal

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou uma lei climática que investirá US$ 370 bilhões em gastos e créditos fiscais em programas de energia limpa. Trata-se da maior ação já tomada pelo governo federal do país para combater as mudanças climáticas.

A promulgação dessa lei deve ajudar os Estados Unidos a reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa para 40% abaixo dos níveis de 2005 até o final desta década.

Ainda assim, não será suficiente para descarbonizar a economia dos EUA até 2050, a meta que os cientistas do clima dizem que todas as principais economias devem alcançar se o mundo quiser evitar os impactos mais catastróficos das mudanças climáticas.

 

Por ÉpocaNegócios

 

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