Os 5 pontos que definem um(a) CEO ou gestor(a) fora da curva

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Hoje trago esse assunto não com base em uma reflexão pessoal, mas com base em dados históricos sobre os melhores CEO’s das últimas décadas (os que geraram maior retorno aos acionistas ao longo dos anos).

As observações foram inspiradas em análises do livro “The Outsiders” (William Thorndike Jr.) – indisponível em português – que foi recomendado pelo meu amigo Thiago Pena no nosso grupo do LIDE Goiás.

 

Observação importante. O livro trata sobre CEO´s de verdade, não autointitulados de redes sociais. Ou seja, as análises aqui serão úteis para você, apenas se você gere uma grande empresa (eu diria faturamento acima de pelo menos R$ 50 milhões/ano) OU se você quer analisar o gestor de uma grande empresa que você pretende investir.

Se seu foco é EMPREENDER (começando um negócio agora ou está gerindo uma pequena empresa), o sucesso certamente é mais influenciado por outros fatores. Seriam fatores menos técnicos financeiramente e mais voltados para crescimento e questões operacionais (processos, liderança, vendas, marketing, criação de produtos/serviços, etc.).

 

Antes de chegar nos 5 pontos em comum percebidos entre esses CEO´s de grande sucesso, precisamos alinhar 3 conceitos.

Primeiro conceito) As 2 variáveis que definem seu sucesso como CEO:

  1. Resultados operacionais do negócio atual (curto e médio prazo)
  2. Investimentos e alocação de capital (longo prazo)

 

Segundo conceito) As 3 formas de levantar capital para investimentos:

  1. Lucros (reinvestir)
  2. Dívidas (captar crédito)
  3. Equity (emissão de ações, ceder participação no capital)

 

Terceiro conceito) As 5 decisões do que se fazer com os lucros gerados:

  1. Re-investir nas operações existentes
  2. Fazer aquisições (M&A)
  3. Distribuir lucro aos acionistas (dividendos)
  4. Liquidar dívidas (ou trocar por outras)
  5. Recomprar ações

 

Diante disso, foi observado 5 pontos em comum entre os(as) maiores CEO’s da história:

1) Lucros (distribuição de dividendo): distribuem muito pouco e reinvestem muito no negócio.

2) Dívidas (captação): usam raramente, apenas quando oportuno (“baratas”). Mas quando fazem, fazem grande.

3) Emissão de ações (captação): também fazem raramente, apenas quando oportuno (“caras” – aqui é o contrário da dívida). Mas quando fazem, fazem grande.

4) Aquisições (M&A): também fazem pouco, mas quando vêm oportunidades, fazem pontuais e grandes.

5) Recompra de ações: apesar de não fazerem em grande frequência (somente quando oportunamente baratas), fazem em grande quantidade ao longo dos anos. Em média recompram do mercado acima de 30% do freefloat.

 

 

Além desses fatores técnicos, foram observados fatores comportamentais e de perfis pessoais em comum.

Approach: paciente/oportunista. Espera muito tempo sem fazer nada e, quando há oportuno, faz grande:

– Dívidas, M&A e recompras “baratas”

– “Venda” com preços altos: Ações no mercado de volta (desfazendo de ativos inteiros não centrais) e novas emissões (participação no negócio)

 

Padrões de perfis pessoais:

  1. Todos eram CEO’s pela 1ª vez
  2. Metade se tornou CEO nessa empresa com menos de 40 anos
  3. Apenas 2 tinham MBA (tem até astronauta)
  4. Comportamento (maioria, em média): humildes, pacientes, pragmáticos (objetivos/realistas), não muito carismáticos e não muito conhecidos (exceto Buffett)

 

Ficou claro? Espero que tenha ajudado em algo.

Compartilhe com amigos(as) gestores, investidores e empreendedores.

Um abraço!

 

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